Nos últimos anos, um tema que começou a ser falado com mais frequência é o Burnout que é a situação limite em que profissionais chegam por conta do excesso de trabalho, mesclado à pressão de entregar resultados e soluções em sua atuação, diminuindo o tempo e a qualidade dos momentos de lazer e descanso. Isso gera frustração e esgotamento nos profissionais.
Com a chegada do Covid-19, a classe médica se viu em uma situação, infelizmente, propícia para sofrer com este problema. Por isso, é fundamental falar sobre o Burnout para Médicos e tentar proteger ao máximo quem se acostumou a proteger a população com tratamentos e cuidados médicos.
Nesse sentido, falaremos um pouco mais sobre o Burnout para Médicos. Por que eles estão chegando neste nível? Como fazer para tentar evitar ou, ao menos, diminuir o nível de estresse causado pela fase difícil que vivemos? Confira agora!
Aumento do trabalho faz os médicos se esgotarem
Com a chegada inesperada do Covid-19, o trabalho médico se intensificou. Acompanhando as notícias, soubemos que as UTIs lotaram, pessoas passaram a fazer filas esperando por leito etc. Com isso, os profissionais de saúde também tiveram um aumento expressivo de trabalho.
Plantões e mais plantões, necessidade de atuar em dobro para ajudar a evitar um colapso maior e, mesmo assim, a percepção de que o esforço não servia para diminuir a pressão, já que os casos passam por aumentos constantes.
Além disso, os médicos também precisaram lidar com o fato de ver mais pessoas morrendo nos hospitais, o que mentalmente é extremamente desgastante. Afinal, mesmo fazendo o melhor, é impossível abranger todas as pessoas. Médicos são humanos: saber que há pessoas esperando por um leito para tentar lutar pela vida traz uma sensação muito triste e difícil.
Sendo assim, soma-se o aumento de horas trabalhadas em si e a maior pressão para tentar salvar mais pessoas, mesmo sabendo que, muitas vezes, a estrutura física disponível não é suficiente para abarcar o aumento nos casos de Covid-19. Tudo isso gera estresse e angústia, levando ao esgotamento profissional, que é o Burnout.
Não à toa, pesquisas foram feitas para analisar o comportamento dos médicos em relação às suas frustrações e limites mentais alcançados durante a pandemia. Uma destas foi feita pelo conceituado site Medscape, referência no fornecimento de informações médicas para profissionais da saúde.
Segundo o levantamento, 60% dos médicos que já sofriam com Burnout viram a situação se agravar com a pandemia. A cada 10 médicos, pelo menos um deles chegou a pensar em largar a carreira no ramo da saúde por se sentir esgotado e cansado desta rotina.
Outros números – 1 em cada 3 sofrerem com sintomas de depressão e 79% relatam aumento do consumo de álcool – mostram como a situação é séria e precisa ser vista com cuidado, para que os profissionais da saúde possam se cuidar da melhor maneira possível.
O aumento do tempo de trabalho, em uma situação extrema, é quase inevitável. Por isso, a segunda parte da questão é tentar criar formas de, nos momentos em que for possível, cuidado por parte dos médicos. O ideal é que os próprios hospitais estimulem e busquem ao máximo manter seus funcionários saudáveis. Afinal, desta forma eles poderão desempenhar um trabalho melhor e mais efetivo na luta contra a pandemia.
Como é possível se cuidar
Como o médico pode se cuidar, além de contar com o suporte de seus empregadores e do estado, no caso dos hospitais públicos? Isso é o que apontaremos a seguir.
Para começar, é preciso tentar aproveitar ao máximo os momentos em que estiver fora do trabalho, nas horas de descanso. Entendemos que, com mais tempo trabalhado, o tempo livre se torna o momento de cuidar da casa, dos filhos (se tiver), entre outros detalhes que fazem parte da rotina. Porém, é importante tentar encontrar um equilíbrio para também realizar atividades que limpem mais a mente.
Dormir uma boa quantidade de horas é essencial. O ideal é que sejam, no mínimo, sete ou oito horas de sono e o mais importante: que seja um bom sono. Dormir sem qualidade também não é ideal.
Por isso, é importante evitar muita agitação antes de se deitar, com pouco uso de smartphones e outras ferramentas que envolvam telas e muita ação. Controlar o consumo de bebidas como café também ajudará, entre outros detalhes.
Além disso, se possível, guarde um tempo para realizar alguma atividade física, seja a prática de um esporte específico, uma caminhada ou uma ida à academia. O importante é fazer uma atividade que gere prazer, que mexa com o corpo e faça os estresses do trabalho ficarem esquecidos por determinado período.
Para completar, o ideal é tentar aproveitar os momentos de folga também com as pessoas mais próximas. Família, amigos (sem aglomerações neste momento de pandemia) ou colegas. O fundamental é ter contato humano fora do ambiente e da tensão do trabalho, ainda que seja online. Dar risadas, conversar sobre outros assuntos, tudo isso será importante para que a mente não entre em estado de esgotamento.
Estas são algumas das atividades fundamentais. Claro, com a alta carga de trabalho, é complicado unir tudo isso em um período pequeno de folga. Mas conseguir encaixar estas ações é essencial para que a mente se liberte um pouco da pressão, ajudando a evitar o Burnout para Médicos e demais profissionais.
Este tema é essencial. O aumento do trabalho e a pressão de uma crise de saúde pública fazem com que os médicos fiquem fragilizados e esgotados mentalmente. Ainda assim, lá estão eles lutando para fazer o que for preciso para salvar vidas. Isso precisa ser valorizado. Uma das formas de reconhecimento é tentar ajudar no que for possível para evitar que eles sofram com algo forte como um Burnout.
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